Antena de 5G tende a elevar produtividade de fazenda do IMAmt

 A primeira antena de 5G em área rural no país, instalada na fazenda modelo do Instituto Mato-grossense de Algodão (IMAmt) em Rondonópolis (MT), deverá proporcionar ganhos de produtividade e conectividade à propriedade.

 
De acordo com Alvaro Salles, diretor do IMAmt, o investimento foi de R$ 250 mil e a instalação foi realizada pela fabricante Nokia com operação de rede a cargo da TIM. A inauguração, na semana passada, contou com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e foi marcada por testes com drones com vídeo em 4K (alta definição) e monitoramento do campo com sensores.

“Para a torre de Rondonópolis, puxamos por nossa conta a fibra ótica. Praticamente não tínhamos conectividade até então e trabalhávamos com internet a rádio, que é muito mais limitada”, afirmou Salles ao Valor.
 
A fazenda-modelo de Rondonópolis trabalha com o melhoramento de cultivares de soja e algodão em uma área de 190 hectares. Na propriedade, há ainda laboratórios onde pesquisadores estudam alternativas aos fertilizantes, como o controle biológico - controle de pragas agrícolas e os microrganismos causadores de doenças a partir do uso de inimigos naturais.
 
Criado em 2007, o ImaMT é um dos braços tecnológicos da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). Além das fazendas-modelo, o instituto também conta com uma equipe de pesquisadores que trabalha em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília.
Entre empresas operadoras de telefonia e o próprio Ministério da Agricultura, é consenso que a chegada de internet de ponta em áreas remotas deverá ser agilizada com o Leilão do 5G, previsto para acontecer no segundo semestre do ano (ver Leilão pode acelerar avanço no campo). Apesar do nome, o foco do Leilão é levar 4G para comunidades. 

https://valor.globo.com/agronegocios/noticia/2021/05/18/antena-de-5g-tende-a-elevar-produtividade-de-fazenda-do-imamt.ghtml